Berzelius – reatividade dos metais

 

Capa_Berzelius

Caixa contendo experiências sobre reatividade dos metais

Jöns Jacob Berzelius, barão (1779 – 1848)

Médico, químico e professor sueco, nascido em Väfversunda Sörgard, próximo a Linkoping, descobridor do efeito de catálise e das substâncias catalisadoras (1815), inventor dos símbolos químicos e considerado um dos fundadores da Química moderna. Desenvolveu seus primeiros estudos em Linkoping, formou-se em medicina na Universidade de Uppsala e doutorou-se Universidade de Estocolmo (1802). Com seu interesse por química das correntes elétricas, publicou resultados de pesquisas sobre os efeitos do galvanômetro (1803). Tornou-se professor de botânica e farmácia em Estocolmo (1807). Estabeleceu a diferença entre a química mineral e a orgânica (1806) e entrou para a Academia Real de Ciências de Estocolmo (1808), tornando-se secretário perpétuo (1818), ano em que publicou a primeira versão de sua tabela de pesos atômicos com relação ao oxigênio, que tinha peso 100, quando já tinha determinado o peso molecular de cerca de 2 mil compostos químicos. Foi professor de química no Instituto Médico-Cirúrgico de Estocolmo (1815-1822) e neste período descobriu o selênio (1817), elemento químico que está na base do processo de transmissão de imagens por permitir, como se descobriu (1873), transformar a energia luminosa em energia elétrica. Esse foi o caminho para se chegar à transmissão de imagens por corrente elétrica, a chave para a origem da televisão. Ingressou no Instituto de França (1822) ocupando-se com a classificação dos minerais segundo a respectiva composição química. Os seus estudos de eletrólise levaram-no à concepção basilar da teoria eletroquímica. De suas pesquisas resultou a descoberta de vários outros elementos novos como o cério, cálcio, bário, estrôncio, silício, zircônio, tântalo, tório e vanádio. Contribuiu significativamente no desenvolvimento da teoria atômica e empenhou-se durante anos na determinação de pesos atômicos e moleculares de milhares de elementos e compostos. Foi pioneiro na utilização do oxigênio como referência para determinação dos pesos atômicos, determinando os pesos atômicos de cerca de 43 elementos, e na utilização de letras como símbolos dos elementos. Reconheceu a existência de isômeros na química orgânica e descobriu o fenômeno da catálise, nome que introduziu no vocabulário químico. Estabeleceu as fórmulas químicas de muitas substâncias e introduziu os conceitos de isomeria, metameria, polimeria e alotropia. Fundou e dirigiu, até a morte, uma revista na qual publicava seus próprios trabalhos e comentava as pesquisas dos químicos contemporâneos e manteve uma vasta correspondência com os químicos Claude-Louis Berthollet, Humphry Davy, Pierre-Louis Dulong, Justus von Liebig e outros. Inventou ou aperfeiçoou muitos instrumentos de laboratório, como o papel de filtro, o dissecador e os tubos de borracha para conexão de balões e retortas. É o pai da atual simbologia para identificação dos elementos químicos, uma notação simbólica, adotando para representação gráfica de cada elemento a primeira letra de seu nome latino e, quando necessário, uma segunda letra diferenciadora. Seus trabalhos Química fisiológica, Teoria das proporções, Ação química da eletricidade, etc, o credenciaram como um dos fundadores da Química Moderna. Morreu em Estocolmo e sua principal obra é Lärbok i Kemien (1803-1818) e sua mais notável contribuição a ciência química foi a teoria dualística, indispensável à representação e discussão das reações químicas: a menor porção de um corpo simples é dotada de eletricidade e alguns elementos são preponderantemente eletropositivos e outros, eletronegativos. Também são importantes seus estudos sobre a classificação dos minerais de acordo com a composição química.

Fonte: http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/JonsBerz.html

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Contribuição das fotos do kit do Profº Newton C Frateschi da Unicamp


3 Respostas to “Berzelius – reatividade dos metais”

  1. Colecionei até os primeiros 12 ou 15 números dessa magnifica coleção da Abril. Na época eu tinha 12 anos. Parei, pois minha familia não tinha condições financeiras para continuar. Estou procurando quem tenha ainda remanescentes ou noticias. Hoje sou médico, acredito que esssa coleção fez parte importante de minha formação. Esse fasciculo de J. Berzelius era um de meus favoritos.

  2. muito bom

  3. Bryan Veloso eu gostaria de conseguir os livretos dos experimentos que acompanhavam os kits.
    abç Antônio

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