Boyle – pressão e volume dos gases

Capa_Completa 

Caixa contendo experiências sobre a pressão e volume dos gases

Robert Boyle (1627 – 1691)

Químico e físico irlandês naturalizado britânico, natural de Lismore Castle, em Munster, Irlanda, redirecionador metodológico da física e da química modernas em função da valorização das medidas e da racionalidade das deduções experimentais, considerado o fundador da análise química devido aos seus estudos sobre a composição dos corpos e, por vezes, chamado de pai da química moderna. Um dos catorze filhos de Richard Boyle, o primeiro conde de Cork, estudou em Eton e em vários centros culturais europeus, desenvolvendo conhecimentos com as principais correntes do pensamento da época. Viajou vinte anos pela Europa, inicialmente se dedicando à difusão da fé cristã e ao estudo das línguas orientais, além de se aprofundar na pesquisa científica. Esteve em Florença (1641) onde estudou cuidadosamente as obras de Galileu, que o orientaram no sentido da filosofia mecanicista. Foi um dos primeiros investigadores que tentaram dar forma científica ao atomismo dos Antigos, opondo-se à teoria dos quatro elementos de Aristóteles e às teorias de Paracelsus, embora sua atitude cética não tenha conseguido, porém, impedi-lo de se dedicar apaixonadamente à alquimia. De volta à Inglaterra, escreveu diversos ensaios filosóficos e começou seus estudos de física e química. Embora seu principal interesse fosse a química, era também fascinado pelas propriedades físicas do ar. Foi um dos fundadores da Royal Society, a partir de um movimento iniciado entre os cientistas da época (1644). Transferiu-se para Oxford (1654), onde realizou sua maior produção científica. Estendeu as suas pesquisas à hidrostática, ao som, aos fenômenos da respiração e a partir dos trabalhos de Von Guerrick, incentivou Hooke a aperfeiçoar a bomba de vácuo e ambos construíram uma máquina pneumática para desenvolvimento de pesquisas com gases (1659), especialmente com o ar. Publicou Novas experiências físico-mecânicas, tocando a mola do ar (1660), sobre máquinas propulsoras de ar e geradoras de vácuo, criadas juntamente com Robert Hooke. Ambos construíram uma bomba pneumática, que permitiu demonstrar a impossibilidade de se obter o vácuo absoluto. Analisando o ar, descobriu que ele servia de meio para a propagação do som e que era compressível por ser constituído de partículas minúsculas que se movem no vácuo. Verificou também que seu volume era inversamente proporcional à variação de pressão a que era submetido. Anos depois o abade francês Edme Mariotte deu maior precisão a essa lei, observando que só era válida sob temperatura constante. Outra de suas descobertas importantes foi a de que a água se expandia ao se congelar. Notabilizou-se pelos desenvolvimento de estudos sobre a dilatação dos gases, publicados em The Sceptical Chymist (1661), um dos primeiros textos científicos em que a química se diferencia da alquimia e da medicina, abrindo uma nova era na história da Química, a medida que predefiniu, ainda que de modo algo vago, os modernos conceitos de átomo e de molécula. Nela atacou a teoria aristotélica dos quatro elementos (terra, ar, fogo e água) e também os três princípios (sal, enxofre e mercúrio) propostos por Paracelso, desenvolvendo o conceito de partículas primárias que, por combinação, produziriam corpúsculos. Todos os fenômenos naturais, por conseguinte, se explicavam não pelos elementos e qualidades aristotélicas, mas sim pelo movimento e organização de partículas primárias. Também com Hooke publicou Alguns ensaios fisiológicos (1662), onde formulou a importante Lei de Boyle, posteriormente lei de Boyle-Mariotte. Foi a partir de suas definições químicas e reações que se iniciou a separação entre química e alquimia. Estabelecendo-se em Londres (1668), foi eleito presidente da Royal Society (1680), mas declinou da honra por não concordar com os termos do juramento de posse. Os seus múltiplos interesses intelectuais levaram-no a montar uma gráfica em que imprimiu diversas traduções da Bíblia. Durante alguns anos dirigiu a Companhia das Índias Orientais e, sem abandonar a pesquisa, dedicou os últimos anos de vida a pregação religiosa, até que morreu em Londres.

Fonte: http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/RoberBoy.html

Experimento com gases: http://www.fortium.com.br/faculdadefortium.com.br/afranio_alen/material/5910.doc

http://www.youtube.com/watch?v=E6T5_Y6L9xw

http://vodpod.com/watch/808434-vdeo-experincia-com-gases-cincia-weshow-edio-brasil

http://www.youtube.com/watch?v=qEZEwvRK7S4&NR=1&feature=fvwp

Veja mais experências na página links para experiências com ciências nesse blog.

Contribuição das fotos do kit de Márcio Luisi 

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2 Respostas to “Boyle – pressão e volume dos gases”

  1. Muito bom o texto mais tem como fazer um favor conseguir uma experiencias sobre a teoria dos gases de boyle,Joule ou de Gay-Lussac. Por Favor!

    Obrigada !
    Carolina

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