Mendel – hereditariedade

Capa_MendelCaixa contendo experiências sobre hereditariedade

 

Gregor Johann Mendel (1822 – 1884)

Monge agostiniano, filósofo, botânico, zoólogo e professor austríaco nascido  no vilarejo de Heinzendorf, na antiga Silésia, hoje Áustria, pioneiro na demonstração de que não existe herança por combinação, ou seja, os caracteres permanecem diferenciados e intactos, considerado o fundador da genética, hoje um dos mais pesquisados ramos da biologia. Filho de modestos granjeiros, estudou  em Lipuila, no Liceu de Troppau, hoje Opava, e depois filosofia por dois anos no Instituto de Filosofia de Ormütz, hoje Olomouc, na República Tcheca. Entrou para o convento dos agostinianos, aos 21 anos de idade, quando adotou o nome Gregor, em Brünn, hoje Brno, e na época (1843) importante centro cultural. Passou a estudar teologia e línguas, foi ordenado padre (1847), tornando-se clérigo em Brünn, hoje na República Tcheca. Afastou-se temporariamente da vida monástica quando foi enviado pelo abade à Universidade de Viena (1851), fundada quase cinco séculos antes (1365), para estudar ciências naturais, física, química, matemática, zoologia e mecânica. Voltou ao convento (1856) para lecionar e dedicar-se ao estudo das ciências biológicas e nos seus jardins iniciou as experiências com hibridação de ervilhas-de-cheiro. Dez anos de estudo forneceram-lhe dados para criar um sistema de contagem dos híbridos resultantes do cruzamento das plantas e, com base na cor e forma da semente, forma da vagem, altura do caule etc., formulou as leis relativas da hereditariedade dos caracteres dominantes e recessivos, cerne de toda a teoria cromossômica da hereditariedade e desenvolveu a sua célebre teoria, motivo pelo qual é considerado o fundador da genética. Os resultados dessas pesquisas foram reunidos em Versuche über Pflanzenhybriden (1865), e Über einige aus künstlicher Befruchtung gewonnene Hieraciumbastarde (1869), ambos apresentados à Sociedade de Ciências Naturais de Brünn, o que viria ser considerado no futuro a obra-prima da experimentação e da lógica, marcando etapa decisiva no estudo da hereditariedade. Esses estudos não tiveram repercussão no meio científico, o que o deixou totalmente desestimulado para continuar suas pesquisas e o fez encerrar sua atividade científica ao ser nomeado abade do convento (1868) e sobrecarregado com as funções administrativas, morreu em Brünn.  Seu trabalho permaneceu ignorado e só anos após (1900) seus trabalhos foram recuperados e passaram a ser considerados uma etapa decisiva no estudo da hereditariedade. Três grandes pesquisadores de botânica europeus foram os maiores responsáveis pela valorização dos seus trabalho: Hugo De Vries (1848-1935), na Holanda, Karl Erich Correns (1864-1933), na Alemanha e Erich Tschermak von Seysenegg (1871-1962), na Áustria. Desenvolvendo pesquisas independentes, chegaram a resultados semelhantes. Quando julgavam serem estudos inéditos descobriram as publicações da Sociedade de Brünn e resgataram as leis de Mendel e a autoria original do mestre agostiniano. A obra do religioso austríaco exerceu influência definitiva em áreas como fisiologia, bioquímica, medicina, agricultura e até nas ciências sociais.

Fonte: http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/GregMend.html

Contribuição das fotos do kit de Márcio Luisi 


Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

 
%d blogueiros gostam disto: