Pasteur – geração espontânea

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Caixas que continham experiências sobre geração espontânea

Louis Pasteur (1822 – 1895)

Químico e biólogo francês nascido em Dôle, Jura, na parte leste do país, inventor do processo de pasteurização e célebre por suas pesquisas sobre doenças infecciosas, meios de contágio, prevenção e controle. Filho de um curtidor, estudou química em Sorbonne, onde se dedicou ao estudo da estrutura dos cristais e seus efeitos ópticos. Obteve o título de Mestre em Ciências École Normale Supérieure, Paris (1846) e onde tornou-se doutor em física e química (1847) lançando uma tese sobre cristalografia, onde associou a cristalografia, a química e a óptica e estabeleceu o paralelismo entre a forma exterior de um cristal, sua constituição molecular e sua ação sobre a luz polarizada, trabalho este que se tornaria na base da estereoquímica. Depois de conquistar uma cátedra de Química em Estrasburgo (1854), tornou-se professor dessa matéria (1854) e deão da recém-fundada Faculdade de Ciência da Universidade de Lille. Explicou a isomeria dos ácidos tartáricos (1860) e, ao estudar o problema do azedamento com os produtos da indústria cervejeira e de vinhos de Lille, descobriu que o vinho se transforma em vinagre sob a ação do fermento Mycoderma aceti, descobrindo, assim, que a putrefação e a fermentação eram causadas por microorganismos já presentes no líquido, confirmando os resultados de Cagniard e de Schwann, e estendeu suas conclusões ao azedamento do leite, à doença do bicho da seda e a raiva dos animais. Desenvolveu, então, experiências e conseguiu eliminar os microorganismos, sem alterar as propriedades dos produtos, submetendo o vinho a alta temperatura por um tempo limitado (de 15 a 30 minutos, dependendo da temperatura), inventando, assim, a pasteurização, nome do processo de esterilização de líquidos. Esse processo e os estudos de Pasteur sobre germes (1862) e doenças infecciosas proporcionaram grande avanço à microbiologia e à assepsia cirúrgica e industrial. Realizou uma série de experiências com os frascos tipo pescoço de cisne (1864) demonstrando que não existe no ar ou nos alimentos qualquer princípio ativo capaz de gerar vida espontaneamente, abrindo caminho para a biogênese, segundo a qual a vida se origina de outro ser vivo preexistente. Voltou-se, então para o estudo das moléstias contagiosas (1865), também causadas pela ação de microrganismos. Descobriu os agentes da pebrina, doença do bicho-da-seda que causava grandes prejuízos aos sericicultores franceses, e do carbúnculo hemático, doença infecciosa do gado e transmissível ao homem, contra a qual obteve imunidade mediante a inoculação de microrganismos com virulência atenuada. Identificou a bactéria estafilococo como causadora da osteomielite e dos furúnculos, e a estreptococo, da infecção puerperal. Desenvolveu a vacina anti-rábica (1885) e uma a cólera das galinhas (1889). Membro da Academia das Ciências, da Academia de Medicina e da Academia Francesa, fundou e dirigiu até morrer, em Paris, o primeiro Instituto Pasteur (1888), que se tornou um dos mais importantes centros mundiais de pesquisa científica. O instituto logo teria filiais em vários países, inclusive no Brasil, quando foi fundado o Instituto Pasteur (1888), no Rio de Janeiro, destinado a se dedicar ao preparo da vacina contra a hidrofobia (raiva). Foi o descobridor das propriedades bactericidas do cogumelo Penicillium notation, que resultaria na síntese da penicilina por Alexander Fleming (1929). Também trabalhou com aplicações de irradiações atômicas, principalmente sobre efeitos com raios gama. Constante defensor da adoção de medidas profiláticas para evitar doenças contagiosas causadas por agentes externos, realizou uma obra científica notável, que não só abriu novos caminhos aos estudos sobre a origem da vida, como contribuiu de forma decisiva para a evolução da indústria. Sua contribuição foi essencial na evolução da medicina preventiva, dos métodos cirúrgicos (com a prevenção das infecções), das técnicas de obstetrícia e dos hábitos de higiene.

Fonte: http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/LouPaste.html 

Contribuição das fotos do kit de Márcio Luisi 

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Uma resposta to “Pasteur – geração espontânea”

  1. Foi muito lindo o trabalho de Pasteur!!!!

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